Os contratos futuros de soja subiram para US$ 11,70 por bushel, aproximando-se do nível mais alto desde meados de março, impulsionados pela fraqueza do dólar e pelo mais recente relatório mensal de oferta e demanda do USDA. Na sua perspectiva de abril, a agência projetou um aumento no esmagamento doméstico, mas uma queda nas exportações, mantendo inalterados os estoques finais no agregado.
O USDA elevou sua estimativa para o esmagamento de soja em 35 milhões de bushels, para um recorde de 2,61 bilhões de bushels, marcando o quinto ano consecutivo em máxima histórica. No entanto, esse aumento foi totalmente compensado por um corte de 35 milhões de bushels nas projeções de exportação, agora em 1,54 bilhão de bushels, uma vez que a agência citou a competição intensificada por parte de fornecedores sul-americanos. Como resultado, os estoques finais dos EUA permaneceram estáveis em 350 milhões de bushels, essencialmente em linha com as expectativas de mercado de 349 milhões.
As projeções de produção da América do Sul foram mantidas inalteradas, contrariando as expectativas do mercado de revisões modestas. O USDA manteve a produção do Brasil em 6,614 bilhões de bushels e a da Argentina em 1,764 bilhão de bushels. No balanço global, os estoques finais recuaram ligeiramente para 124,79 milhões de toneladas métricas, ante 125,31 milhões em março, ficando aquém da estimativa média do mercado, de 125,51 milhões.